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Exportação de calçado é a maior desde 2013

Por Imprensa - 11/01/2018 - Breaking News

PORTO ALEGRE – A indústria calçadista brasileira teve em 2017 a maior receita das exportações do setor desde 2013. As fábricas gaúchas lideraram os embarques dos produtos no ano passado. Dados divulgados ontem pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) apontam que foram enviados ao exterior 127,13 milhões de pares gerando US$ 1,09 bilhão em divisas, 9,3% acima do fluxo de 2016 que ficou em US$ 997,9 milhões. Foram 127,1 milhões de pares no ano passado, ante 125,6 milhões em 2016, avanço de 1,2%. As indústrias gaúchas somaram US$ 451,8 milhões, 41,4% do faturamento total, alta de 3,6%.

Em 2013, maior montante antes dos anos da recessão recente da economia do País, a cifra do comércio do setor havia somando US$ 1,095 bilhão. O Rio Grande do Sul também teve menor quantidade embarcada, somando 28,14 milhões de pares, queda de 2% frente a 2016. A liderança gaúcha está muito ligada ao perfil dos produtos montados no Estado, que concentra maior volume de peças em couro. Este tipo de calçado somou receita US$ 445,2 milhões, fatia de 40,8% no total faturado pelo setor. O desempenho foi inferior 5,6% ao de 2016. Já pares em cabedal de borracha e plástico, que inclui chinelos, respondem pela maior quantidade exportada, chegando a 97,6 milhões de pares (76,8% do total) e US$ 503,4 milhões (46,2% da receita global do ano).

Este tipo de produto, também fabricado nas plantas gaúchas, cresceu 22,3% em divisas e 45,3% em volume. Depois dos gaúchos, o Ceará, onde tem muitas operações oriundas de empresas do Rio Grande do Sul, embarcou 50 milhões de pares, somando US$ 289 milhões. O crescimento de apenas 1,2% do volume do País foi influenciada pelo ritmo da desvalorização do real frente ao dólar. O presidente executivo da Abicalçados, Heitor Klein, avalia que o resultado poderia ter sido melhor se não tivesse ocorrido muita oscilação do dólar frente ao real. “O câmbio ficou perto de R$ 3,40 durante boa parte do ano, e depois caiu a R$ 3,20, gerando reflexos no preço do nosso calçado, que ficou mais caro para o comprador estrangeiro”, explica Klein. Mesmo que o câmbio tenha sido um aliado na maior parte do ano na briga com os concorrentes externos, o dirigente pondera que o chamado custo Brasil ainda é um limitador. O “custo” reflete a alta carga tributária para empresas e deficiências em logística, diz a associação.

EUA

Em 2017, o principal destino do calçado brasileiro foi os Estados Unidos, que compraram 11,33 milhões de pares por US$ 190 milhões. Houve queda de pares (14,4%) e receita (14,2%). O recuo gerou preocupação, pois os norte-americanos compram 20% do volume brasileiro. Segundo Klein, a oscilação de preços afeta rapidamente as encomendas do país, que acaba substituindo por itens asiáticos. A Argentina foi o segundo principal cliente, recebendo 11,57 milhões de pares por US$ 147 milhões, alta de 22,1% em volume e 31,7% na receita. A Abicalçados analisou também as importações de calçados, com base nos dados do Ministério de Indústria, Desenvolvimento e Comércio Exterior, e apontou alta de 4,6% no volume, que ficou em 23,8 milhões, mas queda de 1,1% na receita, que somou US$ 340 milhões. Vietnã foi a principal origem dos produtos.

Fonte: Jornal do Comércio-RS

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